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PREFEITURA CONVOCA A SOCIEDADE PARA A CRIAÇÃO DE UMA REDE DE CUIDADOS DE PREVENÇÃO AO SUICÍDIO

Os números são assustadores: a cada 45 minutos um brasileiro morre vítima do suicídio, mal que em todo o mundo mata mais que as guerras.

Para alertar a população sobre o problema e criar uma rede de cuidados às pessoas com transtornos emocionais e mentais, assim como todo e qualquer cidadão que necessite de uma conversa, de se abrir para amenizar e tentar encontrar uma solução para os problemas que façam como que ele tenha vontade de acabar com sua própria vida, a Secretaria Municipal de Saúde vem realizando uma mobilização no intuito de criar uma rede de cuidados, numa parceria do Poder Público (Secretarias de Saúde, Assistência Social e Educação, PSF’s, Conselho Tutelar), e diversos setores da sociedade como Escolas, Igrejas, imprensa, Polícia Militar e outros.

A segunda reunião para ouvir propostas e definir estratégias aconteceu na noite desta quarta-feira (21) e contou com grande participação popular. Todos se mostraram interessados e dispostos a fazer parte dessa rede que pretende salvar muitas vidas em nossa cidade.

A ideia, de acordo com a psicóloga Adriana Frota, é traçar estratégias para desenvolver um trabalho de forma conjunta e construir uma rede de cuidados para oferecer amparo, apoio e segurança às pessoas sem motivação para viver, perdidas na atual situação caótica em que vivemos.

Cada setor apresentou propostas para fazer parte das estratégias e ficou definido um comitê para analisá-las e começar a agir.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde – OMS, pelo menos 90% dos casos de suicídio podem ser prevenidos, desde que existam condições mínimas para oferta de ajuda voluntária ou profissional.

Antes de uma pessoa tentar suicídio ela apresenta vários sinais como isolamento, tristeza ou agressividade, entre outros, e todos precisam ficar atentos a qualquer mudança de comportamento para poder ajudar. Por isso a importância do compartilhamento de informações e a constituição desse espaço. Às vezes, a família não sabe quais são esses sinais e acredita que é besteira, quando a pessoa está precisando de ajuda.

– É preciso deixar de ter medo de falar sobre o assunto, derrubar tabus e compartilhar informações ligadas ao tema para que todos possam ajudar. O cuidado com portadores de transtornos mentais é tarefa de toda a sociedade, por isso sua discussão não pode se restringir aos muros dos órgãos de saúde, disse a psicóloga.

Se você deseja participar desta Rede de cuidados para a melhoria da qualidade de vida da população de nossa cidade, procure a Secretaria de Saúde e seja mais um colaborador.

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